A dor facetária é um tipo de dor na coluna que se origina nas articulações facetárias, pequenas estruturas localizadas na parte posterior das vértebras, e que são responsáveis pelos movimentos da coluna como inclinar, girar e estender o tronco, além de contribuir para a estabilidade da região.
Quando essas articulações sofrem desgaste, inflamação ou sobrecarga, podem se tornar fonte de dor, especialmente na região lombar ou cervical.
Quando a dor pode ser facetária?
A dor facetária costuma ser localizada e pode piorar com determinados movimentos, principalmente ao inclinar o tronco para trás ou permanecer muito tempo em pé. Diferente da hérnia de disco, geralmente não provoca dor irradiada intensa para as pernas, embora em alguns casos possa haver desconforto que se estende para glúteos ou coxas.
É comum que pacientes relatem rigidez pela manhã, dor que piora ao longo do dia ou desconforto após atividades que exigem extensão da coluna. O desgaste natural relacionado ao envelhecimento, artrose, sobrepeso e movimentos repetitivos estão entre os principais fatores associados.
Embora muitas pessoas associem qualquer dor lombar à hérnia de disco, a dor facetária é uma causa bastante frequente, especialmente em adultos acima dos 40 anos. Por isso, a avaliação clínica cuidadosa é essencial para diferenciar as origens da dor e indicar o tratamento mais adequado.
Alguns sinais merecem atenção especial, como dor persistente que não melhora com medidas simples, limitação importante dos movimentos, dor associada a rigidez intensa ou piora progressiva dos sintomas. Nesses casos, é importante buscar avaliação médica para investigação detalhada.
Como é o tratamento?
O tratamento da dor facetária depende da intensidade dos sintomas e do impacto na qualidade de vida. Na maioria dos casos, a abordagem inicial é conservadora, com uso de medicações para controle da dor e inflamação, fisioterapia voltada para fortalecimento muscular e estabilização da coluna, além de orientações posturais. Quando a dor persiste, procedimentos minimamente invasivos, como infiltrações nas articulações facetárias ou bloqueios diagnósticos, podem ser indicados tanto para confirmar a origem da dor quanto para promover alívio. Em casos selecionados, técnicas como a radiofrequência podem ser utilizadas para controle mais prolongado da dor.
Se a dor na coluna for recorrente, limitar atividades diárias ou não apresentar melhora com medidas iniciais, a avaliação com especialista em coluna é fundamental. O diagnóstico correto permite identificar se a dor é realmente facetária e definir uma estratégia de tratamento personalizada, com foco na recuperação da função e na melhora da qualidade de vida.



